O GRANDE CRESCIMENTO DA ESCULTURA BRASILEIRA


FRANCISCO BITTENOURT. Tribuna da Imprensa, 1971


À medida que a Arte se liberava de muitos preconceitos, as categorias iam perdendo importância. Houve por essa época um momento que se caracterizou por grande “orgia” criativa, em que não se pintava nem se esculpia no sentido tradicional. Tudo era objeto, caixa, relevo, saindo da parede para a terceira dimensão.
O Salão criado pela Eletrobrás, com uma única edição foi uma oportunidade para se mostrar a pujança desse movimento.

As Bienais e Salões ficaram cheios desse tipo de trabalho. Eram máquinas que acendiam luzes, faziam sons e movimentos. Um dos artistas mais lúcidos dessa tendência e que inclusive transformou-a em conceito é Maurício Salgueiro. Suas esculturas gemem, resfolegam, jorram óleos de diversas cores e sofrem, quase humanas.