ESCULTURA SONORA: A cigarra - 1965


MARISA ALVES DE LIMA


Maurício Salgueiro durante este ano trabalhou intensamente, e o resultado foi brilhante: expôs na Galeria Vila Rica, em Friburgo, em Lima (Peru), em Brasília (onde conquistou o Prêmio Nacional de Escultura), na Galeria Macunaíma, e, agora, na Galeria Guignard, em Belo Horizonte.

O que nos impressiona em Maurício Salgueiro de seu talento inconteste, é a ânsia permanente de pesquisar, a busca constante de novos valores plásticos (dos “restos de sociedade”, comonos diz). Agora ele nos apresenta sua mais recente experiência, inédita, entre os escultores nacionais: a escultura sonora (foto). Um belo trabalho executado com inteligência e sensibilidade. Vejamos o que nos diz Maurício: - “Não sendo possível divorciar, no sentido múltiplo e agitado que apresenta a fase atual do processo histórico, venho estudando seus reais valores e suas possibilidades de intercomunicação, com a intenção de uni-los de forma harmoniosa, homogênea e coerente. Tenho por objetivo encontrar uma solução plástica capaz de mostrar sons e formas perfeitamente integrados. Meu trabalho “Escultura” que se vê na foto, é o primeiro resultado que considero em condições de ser analisado, e, por esse motivo, o incluo e, minhas exposições”.