Ainda a Cinética


REVISTA VEJA. Editora Abril nº 158 - 15 setembro 1971


Consagrada pela IX Bienal de São Paulo, que premiou o argentino Le Parc e suas construções eletrônicas, a arte cinética volta como um dos temas mais interessantes da atual, a XI Bienal, inaugurada na semana passada. As esculturas do alemão Uecker, os fios de plástico iluminados e móveis do argentino Davite, as construções de placas de alumínio móveis do brasileiro Maurício Salgueiro e os quadros de acrílico e metal em movimento do brasileiro Di Prete são os pontos mais interessantes, na Bienal, desse movimento artístico contemporâneo.

Frustação erótica – no terceiro andar da Bienal, Maurício Salgueiro ergue suas construções já selecionadas na Pré-Bienal. Ironicamente, ao apertar um botão, o espectador dá início a uma frustradora dança erótica: as chapas de alumínio, ao se movimentarem, aproximam uma Vênus de Milo e um Apolo desenhados na superfície mas sem permitir que eles se toquem nunca.