1950-1975


FERNANDO COCCHIARALE. Paço das Artes – São Paulo, 2002


A primeira metade da década de 50 assistiu as experiências fotográficas de teor surrealista (Athos) e abstrato/concretas (Oiticica Filho) dos cariocas Athos Bulcão e José Oiticica Filho. Já no começo da década seguinte, Mauricio Salgueiro, escultor capixaba residente no Rio, mais ou menos na mesma época de Dan Flavin, desenvolveu trabalhos com luz fluorescente. É importante deixar aqui registrado que, afora Palatinik, Salgueiro foi, e ainda segue sendo, o único artista florescido nessa época que vem desenvolvendo um trabalho permanente de invenção poética ligada à tecnologia eletromecânica. Afora Athos Bulcão cujas montagens possuem um sentido poético icônico inquestionável, todos estes outros artistas investigaram o campo formal. Isto é, puseram a fotografia (Oiticica Filho), a luz e o movimento (Palatinik e Salgueiro) a serviço da criação de formas técnicas (ou tecnológicas).