PIONEIROS DO MODERNISMO CAPIXABA


Almerinda da Silva Lopes


Por sua vez, Maurício Salgueiro tanto se apropria de materiais industriais, que adquire em casas comerciais: motores, lâmpadas de néon, interruptores, sifões, como recicla matérias e objetos desgastados pelo tempo e que, por essa razão, perderam a sua função e foram descartados. Constrói com eles ou a partir deles, esculturas que emitem luz e som, muitas vezes em forma de máquinas pulsantes, que metaforizam a assepsia do nacionalismo contemporâneo, mas que também remetem à perfeita funcionalidade do ciclo da vida, através de uma interminável série, denominada “Urbis”. Em outros casos, as esculturas salgueiranas se aproximam da pintura, seja pela gama de cores que emanam delas, seja por constituírem processos híbridos que propiciam uma espécie de jogo ilusório entre real e virtual, entre materialização e desmaterialização.